quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Desabafo 2

Você é o tipo de lembrança boa que eu não me perdoo por ter deixado ir embora tão fácil. O tipo de lembrança que sempre que acontece, o coração ainda dispara de um jeito que parece que é a primeira vez que a gente se vê.
Naquele dia, pra ser mais exata dia 20 de Julho de 2011, eu não tinha mais nada dentro de mim além de amor e nervosismo. Eu não parei de tremer um só minuto. Você era tudo o que eu tinha e queria. No mesmo dia, quando eu fui falar contigo, você parecia tão perdido, tão desnorteado e eu sabia que eu não era o norte que você deveria seguir, mas eu insisti em ser.
Depois de uns meses com tanta complicação entre a gente, conheci outra pessoa que me roubou totalmente de você. Meu amor por você continuou vivo. Durante todo esse tempo de relacionamento com essa outra pessoa, nenhum dia sequer meu pensamento deixou eu te esquecer. Mas hoje, eu percebo que isso é normal. É saudade de um amor que eu não vivi, de um amor que eu simplesmente sonhei que era perfeito e que hoje, não pode ser concretizado. Como se fosse um amor platônico que tinha tudo para dar certo, mas deu errado.
Tantas semelhanças era o que me ligava a você e eu percebi que semelhanças não valem de nada se a gente não se encontra. Se os nossos corações não tem o compasso certo, a batida certa, a química certa, nada disso adianta.
Não sei se você lê as coisas que eu coloco aqui, mas se você ler, quero que saiba que eu te amei e te amo. Não vou esquecer nunca dos melhores momentos da minha vida, que eu passei ao seu lado. Mesmo tendo sido um amor incompleto, me completou bastante. Eu só queria um perdão e poder te ver de novo. Pra mim isso bastaria. Obrigada por ter entrado na minha vida, ter bagunçado ela do jeito que era pra ser bagunçado. Vou lembrar de você até o fim dos meus dias. Te cuida que eu te cuido daqui, de longe.

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